sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A desigualdade social não tira férias!

Ao assistir ao vídeo abaixo, lembrei-me logo de minhas férias no final do ano passado quando fomos (eu, meu irmão, minha cunhada e meu sobrinho) a Minas Gerais. Entre várias localidades porque passamos, uma delas foi a cidade de Teixeira de Freitas, na Bahia. Saímos de Nanuque, em Minas Gerais, e pegamos a BR-101 rumo a Teixeira de Freitas, onde temos alguns parentes.

 

Mas o vídeo da reportagem não me fez lembrar de doces momentos da viagem, mas sim de um triste momento ocorrido justamente nessa BR-101, pois presenciamos várias famílias ao longo da rodovia com placas pedindo ajuda. A grande maioria dos pedintes era constituída de crianças, pois assim seria mais fácil tocar os corações dos motoristas que por lá passam, turistas ou não. E foi o que fizemos: paramos no acostamento e logo duas crianças (um menino e uma menina - provavelmente irmãos) correram em direção ao carro.

 

Como não estávamos preparados para tal situação, não havia alimentos no carro para oferecer, exceto por dois pacotes de biscoitos já abertos e praticamente devorados. Mesmo assim, meu sobrinho de 9 anos fez questão de ceder os biscoitos, o que foi prontamente aceito pelos irmãos. Mas o que me deixou perplexo foi o fato de meu irmão oferecer R$ 10,00 e o menino ficou meio parado, olhando para o dinheiro, sem saber se ficava feliz ou não. Percebi logo que as famílias que pediam ajuda não queriam exatamente dinheiro, mas sim alimentos, mesmo sabendo que poderiam comprá-los com aquele dinheiro. Senti um certo "código de honra": "estamos pedindo comida para suprir nossa necessidade, para alimentar nossos filhos, não queremos dinheiro porque não é essa nossa proposta por aqui, podem pensar que estamos apenas querendo tirar vantagem".

 

Enfim, o menino pensou melhor e acabou saindo todo feliz e sua irmã foi logo atrás para dividirem a alegria de ter condições de se alimentar por mais algum tempo!

 

 

 

              Fonte: UOL News

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Lusófona

Oi Jucaa!! Tudo bem querido?
Numa das vezes que fui ao ceará eu fui de carro... é de partir o coração... dei o meu pacote de bolachas a chorar... não de pena, é claro... mas, pela gratidão do olhar das crianças.... foi duro demais pra mim, apesar da gente saber da miséria, vê-la ao vivo é muito pior.. senti-me pequenina, inútil :(

Beijos e feliz fim de semana
Adoro voce!!

Du

É exatamente essa sensação de impotência que sinto diante de situações assim...como a Lu falou, é mesmo muito triste!

Beijos fofo, também adoro você!

Cidão

Concordo com a Du, todos nos sentimos impotentes perante essa situação que parece não ter fim. E enquanto isso lá em Brasília...

Um abraço!

Cristiane Fetter

Oi Juca, vim aqui deixar um comentário, já que visitei sua casa e não escrevi nada, é que estava na correria, mas você foi um cavalheiro e além de ir lá em "casa" deixou registrado.

Abraços

luma

As doações são paliativos. É triste, muito triste e os grupos de assistência não dão conta.
Juca, fui lá conhecer o uol!
Boa semana! Beijus

Juca

Cris,

Obrigado pela gentileza e desculpe pela demora em te responder, mas essa correria do dia-a-dia... :-)
Tenha uma ótima quinta-feira!

Beijos!
Juca

Juca

Lu, Du, Cidão e Luma!

Essa sensação de impotência é a primeira coisa que nos acomete nesses momentos. Bem que gostaríamos de fazer mais, mas são tantos os necessitados neste país... Enquanto isso, a farra com os cartões corporativos...

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